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[Sir Arthur Conan Doyle]

Arthur Conan Doyle, nasceu em Edimburgo, na Escócia, em 22 de maio de 1859. O autor é responsável pela criação de dois dos personagens mais emblemáticos da história da literatura investigativa: Sherlock Holmes e Doutor Watson.

Antes de se tornar mundialmente conhecido pelas histórias do detetive de Baker Street, o autor estudou e se formou em medicina pela Universidade de Edimburgo, atividade que exerceu até 1891, quando montou um consultório, onde começou a escrever seus contos investigativos.

O conto “Um estudo em vermelho”, publicado em 1887 pela revista Beeton’s Christmas Annual, foi a primeira aparição dos personagens Holmes e Watson. Com eles, Conan Doyle imortalizou o método de dedução utilizado nas investigações e o ambiente da Inglaterra vitoriana. A ampla bibliografia de Arthur Conan Doyle, em que se relatam as aventuras de Sherlock Holmes e seu fiel parceiro, é conhecida como “cânone holmesiano”, e é formada por quatro romances e 56 contos.

O estilo direto da narrativa e a vivacidade dos diálogos, acrescidos do poder de imaginação nas tramas, fazem de Conan Doyle um autor muito apreciado. Sua engenhosidade teve o mérito de estimular o desenvolvimento da criminologia. E seus livros jamais foram superados – nem mesmo pelo moderno romance policial, quase sempre de estilo mais agressivo.

Outros trabalhos de Conan Doyle foram obscurecidos por sua criação mais famosa, e, em dezembro de 1893, ele matou Holmes, no conto “O problema final”. Holmes ressuscitou no romance O cão dos Bas­kerville, publicado entre 1902 e 1903, e no conto “A casa vazia”, de 1903, quando Conan Doyle su­cumbiu à pressão do público e revelou que o detetive conseguira burlar a morte.

Em 1902, Conan Doyle foi nomeado cavaleiro pelo apoio à polí­tica britânica na guerra da África do Sul, recebendo o título de Sir. Conan Doyle morreu no ano de 1930 na Inglaterra.

 

Conheça alguns os livros do autor:

Um estudo em vermelho
Primeira história de Sherlock Holmes e o primeiro livro publicado por Sir Arthur Conan Doyle. Um estudo em vermelho propõe um enigma terrível e invencível para a polícia, que pede auxílio a Holmes: um homem é encontrado morto, sem ferimentos e cercado de manchas de sangue. Em seu rosto uma expressão de pavor. Um caso para Sherlock Holmes e suas fascinantes deduções narrado por seu amigo Dr. Watson, interlocutor sempre atento e não raro maravilhado com a inteligência e talento do detetive.

 

O enigma do trem perdido

O livro é uma reunião de contos de Conan Doyle, sendo ‘O enigma do trem perdido’ apenas um deles. São treze histórias no total e todas elas com algum elemento de mistério, fantasia ou alguma outra coisa que foge à realidade convencional.

 

O signo dos quatro
Segunda aventura de Holmes e Watson, o livro narra a história da senhorita Mary Morstan, que uma vez por ano recebe pelo correio uma pérola, sem qualquer menção quanto a quem seria o remetente. Quando seu misterioso admirador pede um encontro, Sherlock Holmes e Dr. Watson começam a trabalhar no caso. Uma morte terrível e o desaparecimento de um tesouro levam a uma caçada pelas ruas escuras de Londres e pelas margens do rio Tâmisa.

[Dia Mundial do Livro]

Dia 23 de abril é comemorado o dia mundial do livro. A data foi criada durante a XXVIII Conferência Geral da UNESCO e tem como objetivo promover o prazer da leitura, a publicação de livros e a proteção dos direitos autorais.

A data foi escolhida por ser o dia em morreram Miguel de Cervantes e William Shakespeare, escritores que influenciam até hoje a literatura produzida no mundo.

[Lygia Fagundes Telles]

Nascida em São Paulo, no dia 19 de abril de 1923, Lygia Fagundes Telles é uma escritora brasileira. A autora é considerada a principal representante da literatura feita dentro do movimento pós-modernista nacional.O estilo de Lygia Fagundes Telles é caracterizado por representar o universo urbano e por explorar de forma intimista a psicologia feminina.

Seu interesse por literatura começou na adolescência e Lygia chegou a publicar seu primeiro livro aos 15 anos, com o título “Porão e Sobrado”, mas só depois de se formar em Direito e Educação Física, na Universidade de São Paulo, que a autora passou a se dedicar profissionalmente à literatura. Sua estreia oficial como escritora ocorreu em 1944, com o volume de contos “Praia Viva”.

Já com uma carreira consolidada na literatura foi eleita para a Academia Paulista de Letras, em 1982. Em 1985, tornou-se a terceira mulher eleita para a Academia Brasileira de Letras. E em 1987, foi eleita para a Academia das Ciências de Lisboa.
Entre os muitos prêmios que recebeu, destacam-se o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do livro, com a obra “As Meninas”, em 1974; o Prêmio Jabuti com a obra “Invenção e Memória”, em 2001; e o Prêmio Camões recebido no dia 13 de outubro de 2005, em Porto, Portugal.
Em 2016 e aos 92 anos de idade, Lygia Fagundes Telles tornou-se a primeira mulher brasileira a ser indicada ao prêmio Nobel de Literatura.

Confira algumas obras da autora:

As Meninas

As meninas relata os conflitos no relacionamento de três jovens que têm entre si um ponto em comum, a solidão, e como pano de fundo os governos militares. Três universitárias compartilham com algumas freiras um pensionato em São Paulo. Ana Clara gosta de um traficante e vive drogada. Lia briga contra o regime, Lorena, filhinha de papai, ajuda as outras duas com dinheiro. Lia se envolve com Miguel, que é preso e trocado por um diplomata. Sem ligar para a política ou as drogas, Lorena se apaixona por um médico casado e pai de cinco filhos.

A estrutura da bolha de sabão:contos

Esta reunião de oito contos escritos por Lygia Fagundes Telles em épocas e circunstâncias diversas atesta não apenas a excelência da prosa da autora mas também a sua condição de notável “pesquisadora de almas”, conforme a definiu o crítico Nogueira Moutinho.
Os protagonistas destas histórias encontram-se, em geral, numa relação crítica com as pessoas e ambientes que os cercam — e também consigo próprios.  A vida, parece nos dizer a autora, é frágil, fugaz e misteriosa como uma bolha de sabão.
Antes do baile verde
‘Antes do Baile Verde’  é um dos livros mais marcantes da carreira de Lygia Fagundes Telles. Os contos, escritos entre 1949 e 1969, deixam claro para o leitor por que a autora é uma das mais representativas e premiadas escritoras brasileiras em atividade. Estão presentes no livro algumas histórias emblemáticas como ‘O jardim selvagem’ e ‘Meia-noite em ponto em Xangai’.
Narrativas turbulentas, de diálogos cuidadosamente esculpidos e marcadas por finais em aberto. A autora demonstra uma coragem singular para trabalhar pontos mais delicados da condição humana através de personagens cínicos, amargos e, principalmente, cruéis.